As autarquias portuguesas mais atentas e entusiastas têm vindo a desenvolver conceitos inovadores como “cidades inteligentes”. Outras avançaram já para tecnologias mais recentes como a “CLOUD”. Mas muitas ainda prosseguem caminhos operacionais e desalinhados da estratégia muito dirigidos para as tecnologias em si mesmo, como a desmaterialização e a gestão documental, ou então focadas em sistemas da qualidade, muitas vezes não assumidos pelas organizações como um todo.
Os projetos SIADAP, SNC-AP, certificação da qualidade e outros são conduzidos de forma pouco integrada.
O impacto na transparência muitas vezes apregoada mas nem sempre realmente pretendida, a ineficácia da avaliação de desempenho, a ausência de estímulos compensatórios, a resistência à partilha de recursos, as dificuldades na interoperabilidade e a falta de clareza das estratégias que impede o alinhamento das atividades das instituições são alguns dos principais obstáculos
A visão operacional e tecnológica dos processos contribui para a desmaterialização e redução de tempos e erros na execução, mas não resolve problemas ao nível da governação, da responsabilização, da motivação, do alinhamento estratégico e principalmente ao nível da mudança de comportamentos que o conceito “transformação digital” representa.
Esta mesa visa discutir o contributo que uma visão holística dos processos a nível estratégico, operacional e tecnológico pode dar para preparar as autarquias para a transformação digital.

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