Na era da Agenda Digital 2020 a transformação digital das instituições públicas tem vindo a progredir em vários países consoante a sua maturidade e abordagens.
Várias são as barreiras que se colocam neste caminho.
O efeito “quintas”, o avanço das TIC face à preparação das organizações para as usar, o impacto na transparência muitas vezes apregoada mas nem sempre realmente pretendida, a ineficácia da avaliação de desempenho, a ausência de estímulos compensatórios, a resistência à partilha de recursos, as dificuldades na interoperabilidade e a falta de clareza das estratégias que impede o alinhamento das atividades das instituições são alguns dos principais obstáculos.
De relevar a instabilidade organizacional criada com a mudança de políticas e de gestão de pessoas/organigramas.
A visão operacional e tecnológica dos processos contribui para a desmaterialização e redução de tempos e erros na execução, mas não resolve problemas ao nível da governação, da responsabilização, da motivação, do alinhamento estratégico e principalmente ao nível da mudança de comportamentos que o conceito “transformação digital” representa.
Esta mesa visa discutir o contributo que uma visão holística dos processos a nível estratégico, operacional e tecnológico pode dar para preparar as instituições públicas para a transformação digital.

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